Metodologia
Como o Futuro da República funciona.
Documentação completa do framework para cientistas políticos, economistas, estatísticos e cidadãos.
01 · Natureza do modelo
O Futuro da República é uma plataforma editorial de análise interpretativa de liderança presidencial brasileira. Seu objetivo não é produzir verdade científica sobre candidatos. Seu objetivo é estruturar reflexão pública sobre diferentes dimensões da liderança nacional, tornando comparações políticas mais sofisticadas, plurais e transparentes.
O modelo opera como um sistema multicritério interpretativo — amplamente utilizado em avaliação de políticas públicas, análise de risco soberano, ratings institucionais e índices de desenvolvimento humano.
A diferença central entre este modelo e índices científicos consolidados é que os pesos e scores são interpretativos, construídos a partir de percepção pública, trajetória histórica e reputação institucional — não de dados primários coletados metodologicamente.
Este modelo deve ser lido como ferramenta analítica estruturada, não como medição objetiva. Ponto de partida para reflexão, não como conclusão definitiva. Sistema revisável e aberto à crítica, não como verdade acabada.
02 · Três camadas de análise
Governabilidade
Mede a capacidade percebida de liderar o Estado brasileiro. Composta por 27 índices organizados em 7 dimensões.
Potência Eleitoral
Mede a capacidade de mobilização de massas e viabilidade eleitoral. Composta por 3 índices na dimensão Massa e Mobilização.
Risco Nacional
Mede o risco estrutural percebido que cada liderança representa para democracia, integridade institucional e coesão social.
03 · Como os scores são construídos
Os scores de cada índice são construídos a partir de quatro fontes interpretativas:
Trajetória histórica documentada — decisões políticas, histórico de mandatos, escândalos, condenações, absolvições e comportamento institucional registrado publicamente.
Reputação institucional percebida — como o postulante é percebido por diferentes setores: imprensa, mercado financeiro, academia, movimentos sociais e instituições democráticas.
Comportamento político recente — declarações públicas, posicionamentos, alianças, conflitos e evolução do discurso nos últimos ciclos eleitorais.
Análise comparativa — os scores são calibrados comparativamente entre os postulantes para que a escala faça sentido relativo, não apenas absoluto.
Limitações reconhecidas
- Os scores refletem percepção pública, não medição objetiva.
- Diferentes analistas podem chegar a scores diferentes para os mesmos postulantes.
- Eventos políticos recentes podem tornar scores desatualizados rapidamente.
- O framework não elimina viés do autor — apenas o torna explícito e revisável.
04 · Fontes utilizadas na construção dos scores
Cada score do Futuro da República é construído a partir de três categorias de fontes:
Cobertura jornalística recente — notícias, reportagens e análises dos últimos 12 meses publicadas por veículos de imprensa brasileiros e internacionais.
Registros institucionais — dados históricos do Ministério Público, Tribunais de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal de Contas da União e demais órgãos públicos com registros acessíveis.
Fontes complementares — declarações públicas, histórico legislativo, entrevistas, posicionamentos institucionais, análises acadêmicas e documentação de trajetória política.
As fontes não são citadas individualmente por índice porque os scores representam sínteses interpretativas — não transcrições diretas de documentos. A metodologia de síntese está descrita na seção anterior.
05 · As fórmulas do modelo
Governabilidade
Governabilidade = Σ(27 índices estruturais) ÷ 27
Média aritmética simples dos 27 índices estruturais. Trata todas as dimensões como igualmente relevantes na ausência de consenso científico. O simulador permite que o usuário altere esses pesos.
Potência Eleitoral
Potência Eleitoral = (IFEM + IMI + IPN) ÷ 3
Média dos três índices de Massa e Mobilização. Mantida separada da Governabilidade porque mobilização de massas e capacidade de governar são fenômenos distintos.
Risco Nacional
Risco = 100 − (IIP×0,35 + IRV×0,25 + IRI×0,20 + IMET×0,10 + ICUN×0,10)
Média ponderada invertida. IIP recebe peso maior (35%) por ser o índice mais estrutural de risco institucional. A inversão garante que baixa integridade produza alto risco.
Viabilidade Presidencial
Viabilidade = (Potência × 0,55) + (Governabilidade × 0,30) − (Risco × 0,15)
Potência Eleitoral tem peso maior (55%) porque em democracias de massa a capacidade de mobilizar é o fator mais determinante para chegar ao poder. Governabilidade (30%) influencia credibilidade. Risco (−15%) gera rejeição ativa que corrói campanha.
06 · Como o simulador funciona
O simulador permite que o usuário atribua pesos diferentes às 7 dimensões de Governabilidade, gerando um ranking personalizado baseado em suas próprias prioridades.
Score ponderado = Σ(média da dimensão × peso atribuído) ÷ Σ(pesos totais)
Normalizado em escala 0–100. Massa e Mobilização não integra o simulador porque representa potência eleitoral — uma característica estrutural do postulante, não uma dimensão de governabilidade que o usuário pode priorizar.
07 · Avisos de contradição interna
O simulador detecta automaticamente contradições entre as prioridades definidas pelo usuário e os scores dos postulantes.
Quando o usuário atribui peso igual ou superior a 70 em Ética e Verdade, e um postulante possui score igual ou inferior a 30 no Índice de Integridade Pública (IIP), o simulador exibe um aviso visual naquele candidato.
O aviso não remove o candidato do ranking nem altera seu score. Ele serve para informar o usuário sobre uma tensão interna no resultado: o sistema está priorizando a dimensão Ética como um todo (média de IIP, IRV e IRDP), mas o candidato tem desempenho muito baixo no índice mais estrutural dessa dimensão.
A regra é simétrica e objetiva: aplica-se igualmente a qualquer postulante com IIP ≤ 30, independente de campo político ou ideologia. Atualmente, os postulantes que podem receber este aviso são aqueles com score de Integridade Pública abaixo do threshold definido.
O threshold de 30 foi escolhido por representar desempenho muito baixo na escala do framework — abaixo do qual a contradição com alta prioridade ética torna-se relevante o suficiente para ser sinalizada ao usuário.
Esta funcionalidade exemplifica o compromisso metodológico do Futuro da República com transparência: o sistema não esconde tensões internas — ele as explicita.
08 · O que este modelo não é
Não é pesquisa eleitoral
não mede intenção de voto real de eleitores.
Não é análise científica
não utiliza dados primários coletados metodologicamente.
Não é recomendação de voto
não conclui qual candidato é o melhor.
Não é sentença sobre candidatos
scores baixos não equivalem a condenação moral ou jurídica.
Não é verdade definitiva
é leitura interpretativa estruturada, sujeita a revisão.
Não é produto partidário
não possui financiamento ou alinhamento político.
09 · Convite à crítica
O Futuro da República convida cientistas políticos, economistas, estatísticos e cidadãos a questionar os pesos utilizados nos cálculos, propor índices adicionais ou revisões de scores, identificar vieses metodológicos não reconhecidos e sugerir fontes e critérios mais rigorosos.
A sofisticação democrática de uma sociedade se mede também pela qualidade do debate público sobre liderança. Este projeto existe para elevar esse debate.
10 · Direito de contestação
O Futuro da República reconhece que análises interpretativas podem conter imprecisões, omissões ou leituras com as quais os postulantes avaliados discordam.
Se você é um dos postulantes avaliados, representa legalmente um deles, ou identificou uma informação factualmente incorreta nesta plataforma, escreva para:
Analisaremos todas as solicitações e realizaremos as correções cabíveis quando identificarmos erros factuais ou imprecisões metodológicas.
Esta plataforma não tem fins eleitorais, partidários ou comerciais. É um projeto editorial independente comprometido com transparência e revisabilidade.